Seminário - Tecendo cuidados, cultivando vidas: Mulheres Indígenas, saberes e territórios
O protagonismo das mulheres indígenas (aliadas aos homens) no cultivo das roças e no cuidado de seu grupo é notável, e ainda mais expressivo quando à beira de crises epidemiológicas e ambientais como as testemunhadas no Antropoceno. Isso porque como afirma Sandra Benites, a terra é feminina, ela é mãe e é ancestral. Corpos e territórios, (como pauta o movimento de mulheres indígenas), estão atravessados, um incidindo sobre o outro, sendo imputado sobre eles toxicidades e violências.
A medicalização dos processos de viver e de morrer impõe novos regimes de cuidado e de fabricação corporal. De modo que os eventos reprodutivos, como o parto, e o pós-parto, são diretamente afetados pela vulnerabilidade adquirida dos corpos. As parteiras, raizeiras, rezadeiras, pajés, têm, assim, de sustentar o mundo sobre suas cabeças, (com referência à agência dos pajés yanomami de que fala Davi Kopenawa), em suas aldeias e fora delas.
Se a agência feminina foi um dia enquadrada pela antropologia como limitada à uma cozinha doméstica alienante, hoje é evidente que as cozinhas das mulheres indígenas são cosmopolíticas. Ponto de encontro onde converge uma diversidade de seres e relações, entre humanos e não humanos, animais, espécies vegetais, e minerais. Para além de suas cozinhas, suas roças são, como afirma Francy Baniwa, “do tamanho do mundo”, de tão vastas.
Este seminário busca explorar as tessituras de cuidado e de cultivo (da vida e de roçados) de mulheres indígenas, desde seus territórios, discutindo as relações entre diferentes regimes de cuidado e de saberes. Conta com a presença das antropólogas e lideranças indígenas Francy Baniwa e Sandra Benites, das antropólogas Aline Regitano e Maria Paula Prates, e da sanitarista Natalia Farias. Presta homenagem à parteira e liderança Guarani Catarina Delfina dos Santos, que participaria deste encontro.
O protagonismo das mulheres indígenas (aliadas aos homens) no cultivo das roças e no cuidado de seu grupo é notável, e ainda mais expressivo quando à beira de crises epidemiológicas e ambientais como as testemunhadas no Antropoceno. Isso porque como afirma Sandra Benites, a terra é feminina, ela é mãe e é ancestral. Corpos e territórios, (como pauta o movimento de mulheres indígenas), estão atravessados, um incidindo sobre o outro, sendo imputado sobre eles toxicidades e violências.
A medicalização dos processos de viver e de morrer impõe novos regimes de cuidado e de fabricação corporal. De modo que os eventos reprodutivos, como o parto, e o pós-parto, são diretamente afetados pela vulnerabilidade adquirida dos corpos. As parteiras, raizeiras, rezadeiras, pajés, têm, assim, de sustentar o mundo sobre suas cabeças, (com referência à agência dos pajés yanomami de que fala Davi Kopenawa), em suas aldeias e fora delas.
Se a agência feminina foi um dia enquadrada pela antropologia como limitada à uma cozinha doméstica alienante, hoje é evidente que as cozinhas das mulheres indígenas são cosmopolíticas. Ponto de encontro onde converge uma diversidade de seres e relações, entre humanos e não humanos, animais, espécies vegetais, e minerais. Para além de suas cozinhas, suas roças são, como afirma Francy Baniwa, “do tamanho do mundo”, de tão vastas.
Este seminário busca explorar as tessituras de cuidado e de cultivo (da vida e de roçados) de mulheres indígenas, desde seus territórios, discutindo as relações entre diferentes regimes de cuidado e de saberes. Conta com a presença das antropólogas e lideranças indígenas Francy Baniwa e Sandra Benites, das antropólogas Aline Regitano e Maria Paula Prates, e da sanitarista Natalia Farias. Presta homenagem à parteira e liderança Guarani Catarina Delfina dos Santos, que participaria deste encontro.
Organização: Aline Regitano e Marina Vanzolini
Mesa 1 - Mulheres indígenas, roças e regimes de cuidado
9h - 12h
Mediadora: Aline Regitano
com Francy Baniwa (MAC/USP), Sandra Benites (FUNARTE) e Natalia Farias (FSP/USP) [online]
Mesa 2 - Parto, saberes e territórios ancestrais
13h - 16h
Mediadora: Camila de Caux (PPGAS/USP)
com Maria Paula Prates (University of Oxford/UFRGS) [online]
Mesa 1 - Mulheres indígenas, roças e regimes de cuidado
9h - 12h
Mediadora: Aline Regitano
com Francy Baniwa (MAC/USP), Sandra Benites (FUNARTE) e Natalia Farias (FSP/USP) [online]
Mesa 2 - Parto, saberes e territórios ancestrais
13h - 16h
Mediadora: Camila de Caux (PPGAS/USP)
com Maria Paula Prates (University of Oxford/UFRGS) [online]
Aline Regitano (PPGAS/USP)
Em homenagem à Catarina Delfina dos Santos
Em homenagem à Catarina Delfina dos Santos
19/06/2026
Das 9h às 16h
Atividade presencial
Entrada gratuita, sujeita à limitação do espaço
Não há inscrições
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Sede do CEstA: Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - Favo 8
Cidade Universitária, São Paulo-SP
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Instagram: cestausp
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Sede do CEstA: Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - Favo 8