Estudantes

 

André Drago Ferreira Andrade
O bope e os seus baire na experiência missionária bororo

A missão salesiana no Mato Grosso, além de constitutiva da etnologia bororo, povo indígena ao qual voltou-se, foi ela própria objeto de profundo estudos antropológicos, em especial, ao longo da década de 1990 e do início deste século. O presente trabalho pretende revisitá-la a partir da experiência de seu autor junto aos Bororo da aldeia de Pobore, Terra Indígena Tadarimana, e, criticamente, através da releitura da obra missionária. A reflexão se faz guiar pela inaudita ou pouco explorada bari-dade dos padres, que se sabem, discretamente, e são ditos bari, “xamã do bope”, pelos Bororo que me ensinaram e outros. Bope, convém dizer, os salesianos traduzem por “diabo”.
https://lattes.cnpq.br/7338073164580106

André Sanches de Abreu
Cantos e narrativas ka'apor: tradução e conhecimento
A pesquisa propõe o estudo das artes verbais ka’apor — em especial as narrativas dos antigos e os cantos — como formas privilegiadas de produção, transmissão e reflexão de conhecimentos entre os Ka’apor, povo indígena de língua tupi que habita a Terra Indígena Alto Turiaçu, no noroeste do Maranhão. A investigação parte da hipótese de que essas manifestações verbais são verdadeiros modos de fazer e de conhecer, nos quais se articulam concepções sobre a floresta, os seres que a habitam e as relações entre humanos, animais, plantas e outros existentes.
As narrativas dos antigos são entendidas como espaços de elaboração reflexiva sobre a formação do mundo, a história dos Ka’apor e as relações cosmológicas que estruturam a vida social. Já os cantos são analisados como formas de conhecimento sensível e relacional, frequentemente associados a aves, animais e à pajelança, funcionando como verdadeiros guias sonoros da floresta. 
A pesquisa combina levantamento bibliográfico sistemático, análise comparativa e trabalho de campo com procedimentos de documentação linguística. A transcrição e a tradução dos registros são realizadas com o auxílio de ferramentas como ELAN, FLEx. O processo inclui revisão colaborativa com os Ka’apor, elaboração de glossários especializados e produção de legendas em ka’apor e português para vídeos.
http://lattes.cnpq.br/4533888387157354

João Kelmer
Pragmáticas Indígenas do Tempo: autobiografia, nostalgia ritual e acervos etnográficos como formas de reflexividade temporal
Este projeto propõe uma investigação etnográfica e comparativa sobre temporalidades indígenas a partir do caso do povo Boe (Bororo), explorando como práticas rituais, discursivas e de documentação articulam imagens do tempo e promovem transformações pessoais e coletivas. A pesquisa se organiza em três eixos: autobiografia e liderança indígena; lamentos rituais e nostalgia; e acervos digitais como tecnologias do tempo. O objetivo é compreender formas indígenas de reflexividade temporal, nas quais o engajamento com passado e futuro opera como uma pragmática de transformação do presente. Baseado em relações de pesquisa já consolidadas, o projeto prevê, além de publicações acadêmicas e eventos, a criação colaborativa de um Acervo Boe na USP, acessível às comunidades indígenas.
http://lattes.cnpq.br/1470832330736449

João Marcos Cardoso
Uma poética das transformações: etnografia e tradução das artes verbais kotiria
O objetivo deste projeto é investigar as artes verbais dos Kotiria – povo habitante do rio Uaupés, na região do Alto Rio Negro, falante de uma língua da família tukano oriental – por meio de uma abordagem interdisciplinar, que cruza etnografia, linguística, estudos literários e estudos da tradução. A partir de uma pesquisa etnográfica, coletarei e traduzirei, colaborativamente, um corpus de suas narrativas, encantações e outros gêneros verbais. Esse repertório permitirá compreender elementos dos modos de expressão poética kotiria e estabelecer relações destes com, por exemplo, seu sistema sociocosmológico e mitológico, as práticas xamânicas e as configurações da noção de pessoa. Num plano mais abrangente, a pesquisa se orientará por uma perspectiva comparativa, que colocará em diálogo as artes verbais kotiria e as artes verbais de outros povos da região, notadamente os falantes de línguas da família tukano oriental.
http://lattes.cnpq.br/0966811951077365

Julieta Elisa Paredes Carvajal
Esquesqueçimento da memoria das mulheres indigenas
Estudo sobre o esquecimento, da memória histórica das mulheres indígenas, no construtivismo semiótico-cultural. Instituto de Psicologia, USP
O presente trabalho é uma continuação da dissertação do mestrado, que teve como tema principal, o que viemos a chamar de "Entronque Patriarcal de 1492" e suas consequências na vida atual de nossos povos indígenas originários de Abya Yala. Uma dessas consequências, tem a ver, com o esquecimento da memória histórica das mulheres indígenas originarias, que somos a metade de cada povo. Esquecimento que é base, dos obstáculos que encontramos hoje, na construção do: Viver bem, da descolonização e da despatriarcalização. Como propostas históricas de mudanças profundas e fundamentais, na vida cotidiana, de homens e mulheres indígenas originarias de Abya Yala.
Temos um trabalho, localizado na cultura aymara, na região andina da Bolívia, cujo tema central trata sobre: o sentido do esquecimento provocado, por interesses patriarcais que manipulam as lembranças. Trata-se de entender quais são os elementos envolvidos; para que a memória histórica das mulheres indígenas tenha sido apagada, esquecida e controlada até hoje. Parto de questões do construtivismo semiótico-cultural, e a construção de sentido na alteridade; Eu-Outro-Mundo, ao qual acrescentei, Eu-outra-Mundo, para entender as ontologias, presentes nas relações, ético dialógicas entre homens e mulheres, construídas em Abya Yala a partir do entronque patriarcal 1492.
http://lattes.cnpq.br/8073539295733246

Leão Renato Pinto Serva Neto
TESTEMUNHAS DO ETNOCÍDIO - Sobre a imagem de indígenas retratados por Edward S. Curtis e Sebastião Salgado, seus Motivos e impacto nos inícios dos séculos 20 e 21
O projeto propõe a realização de uma comparação crítica dos projetos fotográficos “Indígenas da América do Norte”, desenvolvido pelo fotógrafo norte-americano Edward S. Curtis na virada do século 19 para o 20, e “Amazônia”, realizado pelo brasileiro Sebastião Salgado, cerca de um século depois. A trajetória dos dois personagens e seus trabalhos inclui diversas coincidências: estéticas, tais como o uso exclusivo de preto e branco; o objetivo de realizar o retrato urgente sobre culturas ameaçadas de desaparecer; os planos de produzir um registro de envergadura sem par quanto ao número de etnias e à quantidade de fotogramas e também quanto ao tempo dedicado ao seu desenvolvimento; também manifestaram ambos o desejo de produzir junto com as fotografias uma documentação com consistência etnológica; e por fim, ambos receberam críticas frequentes de estudiosos acadêmicos das sociedades indígenas que fotografaram. Ambos obtiveram grande impacto com seu trabalho cuja divulgação coincidiu com momentos de grande pressão sobre os povos indígenas dos países, com frequentes agressões que podem ser consideradas genocídio ou etnocídio.
https://lattes.cnpq.br/9424752992737684

Lucas Timóteo de Oliveira
Diplomacia, política e poder entre os Suruwaha
A partir de uma pesquisa etnográfica junto aos Suruwaha, povo indígena de língua Arawa com território localizado no estado do Amazonas, o objetivo desta pesquisa é estudar as relações que os Suruwaha mantêm com as alteridades (humanas e extra-humanas) e suas reflexões a respeito dessas relações, bem como saberes e práticas que fundamentam os conhecimentos e modos de viver no território. Embora evitem sair de seu território e manter relações exteriores, os Suruwaha não desejam o completo isolamento. Ao contrário, demandam a presença da FUNAI e da SESAI, que lhes fornecem mercadorias, serviços médicos e notícias do exterior, possibilitando colaborações diversas com os não-indígenas com quem convivem. Ao mesmo tempo, as relações com alteridades extra-humanas sustentam redes cosmopolíticas de comunicação e troca que se abrem à exterioridade. As relações dos Suruwaha com as múltiplas alteridades oferecem um quadro investigativo em torno das formas indígenas de diplomacia e articulação política. Em diálogo com a literatura teórica e etnográfica da etnologia ameríndia sobre temas como a troca, as redes de relações, as transformações, as mercadorias, a política indígena e o poder, esta pesquisa espera contribuir com um estudo sobre as diplomacias ameríndias entre povos em situação de contato inicial.
http://lattes.cnpq.br/2139799492052806

Luma Ribeiro Prado
Amarrações, resgates e outras formas de redução ao cativeiro: escravização ilícita de indígenas na Amazônia sob colonização portuguesa (c. 1688-1777)
Apesar da marginalização do tema na historiografia brasileira, a escravidão indígena foi uma instituição fundamental na Amazônia colonial portuguesa. Ali, estima-se que dezenas de milhares de indígenas foram escravizados nos séculos XVII e XVIII. Grande parte deles foi reduzida, de maneira ilícita, ao cativeiro. Em franco desrespeito às determinações legais e por meio de uma série de falcatruas, mulheres, crianças e homens indígenas foram escravizados e mantidos irregularmente no cativeiro, no período de legalidade e proibição do cativeiro indígena. Através da análise de denúncias de práticas realizadas ao largo da lei, de documentação regulatória, bem como de fontes ligadas à legitimação de práticas ilícitas, pretende-se investigar o ilícito no cativeiro indígena na Amazônia colonial lusa, entre 1688 e 1777. Repertoriar formas mais comuns e circunstâncias mais frequentes de escravização irregular, identificar redes de escravização clandestina, cartografar rotas de apresamento ilícitas e desenhar perfis de contrabandistas e de indígenas tornados escravos clandestinamente estão entre nossos objetivos. Nossa questão de fundo é avaliar como se dava o equilíbrio entre escravização lícita e ilícita. A hipótese que se apresenta é a de que aliada à tolerância ao cativeiro ilícito e à flexibilização da escravização que passou a ser realizada por particulares, a administração portuguesa na colônia desenvolveu dispositivos administrativo-jurídicos para tornar o ilícito lícito.
http://lattes.cnpq.br/7910440500016670

Milena Suárez Mojica
Os cantos na vida. Uma abordagem dos cantos das mulheres do Pirá Paraná, Amazônia colombiana.
Esta pesquisa gira em torno dos repertórios de cantos das mulheres que vivem no território ~Itada, um dos seis territórios que fazem parte do Pirá Paraná. A diferença dos cantos dos homens, geralmente circunscritos aos rituais que se realizam ao longo das épocas que compõem o ciclo anual, os cantos das mulheres são diversos em termos dos temas que abordam e dos contextos onde têm lugar, pois além de aparecerem durante determinados rituais também são encontrados nos espaços cotidianos. Há cantos que vêm desde a origem do mundo e estão associados a certas narrativas míticas; outros são cantados exclusivamente pela replicante de dança durante certos rituais e há também aqueles cantos que povoam diversos momentos do cotidiano. Estes últimos são compostos como resultado de um evento específico, podem ser dedicados a uma determinada pessoa ou simplesmente expressar um certo sentimento, seja ele alegria, tristeza ou saudade, entre outros. Eles aparecem durante os encontros de caxiri de mandioca, as assembleias comunitárias, os trabalhos na roça, a preparação de alimentos ou enquanto descansam junto com as crianças nas redes, para citar alguns exemplos.
http://lattes.cnpq.br/5460493514344358


Nian Pissolati Lopes
Cantar para conhecer o mundo: arte verbal naddëb e suas traduções
O objetivo desta pesquisa é dar continuidade e aprofundar a investigação que iniciei em meu doutorado em Antropologia Social (PPGAS - Museu Nacional/UFRJ) sobre o tema da arte verbal e do repertório sonoro ameríndio (PISSOLATI LOPES 2023). O intuito é analisar, em parceria com professores nadëb, os modos pelos quais os sons emitidos por pessoas humanas e não humanas integram (e estruturam) um sistema de relações que cumpre um papel de “manejo do mundo” (CAYÓN 2013), isto é, que constrói propriamente uma cosmoecologia. Para isso, tomo como base o repertório de cantos e fórmulas verbais do povo Nadëb do Alto Uneiuxi (Bacia do Rio Negro, no Noroeste Amazônico brasileiro), gravado, transcrito e traduzido junto a cantores e xamãs em pesquisas de campo que realizei entre 2016 e 2019.
http://lattes.cnpq.br/7668268552561272

Pedro Almeida Meniconi
Corpos homônimos: onomastica e produções de pessoas entre os Bororo
Investigar o a transmissão onomastica entre os Bororo, e seus efeitos. Afinal de contas, qual relacao existe entre o nome, a pessoa que o recebe, seu nominador, o animal ou vegetal de onde esse nome deriva e o ancestral que o carrega?
http://lattes.cnpq.br/1374320960534339

Rafael Hupsel Palomo Garcia
Imagens de si, imagens dos outros: o fazer audiovisual entre jovens Hupd'äh
A pesquisa propõe refletir sobre a produção audiovisual de jovens Hupd’äh da
região do Médio Tiquié, Terra Indígena Alto Rio Negro (AM). A partir da realização de
oficinas de audiovisual destinadas a jovens da comunidade de Tat-Dëh (Taracuá-
Igarapé), pretende-se investigar o processo de apropriação das tecnologias de produção
fílmica e fotográfica, as reflexões oriundas dela e os sentidos que eles atribuem a essas
imagens e às narrativas derivadas delas, discorrendo sobre suas especificidades e os
possíveis diálogos com a produção audiovisual de outros coletivos indígenas.
Enquanto uma possibilidade metodológica, tomo as oficinas de audiovisual e as imagens
produzidas no seu âmbito como um feixe de relações que articula e tensiona diferentes
regimes imagéticos.

https://lattes.cnpq.br/8293503584647905

Thiago Kater
Virtualização micro-tomográfica de acervos museológicos da Universidade de São Paulo
Como bolsista técnico, o principal objetivo da atividade é auxiliar no processo de implementação e funcionamento do Laboratório Integrado de Virtualização de Acervos (LIVA). Esta é uma proposta de sistema de informação adequado às diversas tipologias do patrimônio material, que parte de metadados modelados e programados para consulta, pesquisa e gestão das coleções existentes no Museu de Arqueologia e Etnologia e do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. A estrutura central concentra-se no desenvolvimento de sistema de gestão de acervos (o que contempla inúmeros produtos, desde descrição até fluxo interno das reservas técnicas)e de plataforma integrada de busca para a viabilizar a plena comunicação dos acervos por meio do acesso virtualizado aos objetos e coleções. A produção de arquivos digitais a partir de tecnologias de alta performance, aliado à organização de metadados projetados para compartilhar informações relevantes e de fácil acesso garantirão a circulação em larga escala (nacional e internacionalmente) do patrimônio histórico, antropológico, arqueológico, artístico e cultural brasileiro existente no MAE-USP e IEB-USP.
http://lattes.cnpq.br/7489343795467910

Vanessa Pastorini
Semiótica e antropologia: a construção do sentido nas biografias de mulheres Anapuru, Borari e Munduruku pela via da afetividade
Esta tese propõe uma abordagem teórico-metodológica para a análise de práticas (auto)biográficas de sujeitos indígenas das terras baixas, articulando crítica decolonial, semiótica e antropologia social.Nesse contexto, micronarrativas biográficas emergem como alternativas epistemológicas capazes de tensionar macronarrativas nacionais e evidenciar formas de vida situadas entre oralidade e escrita. A fundamentação teórica mobiliza a semiótica discursiva, a semiótica da cultura e a noção de semiosfera, ampliando os níveis de pertinência da análise para além do texto, em direção às formas de vida e ao corpo como instância produtora da semiose. A vertente tensiva enfatiza o papel da afetividade na constituição do sentido, concebendo o corpo como espaço de tensões, memórias e agenciamentos. O diálogo com a antropologia social problematiza dicotomias entre natureza e cultura, oralidade e escrita, memória e história. No plano analítico, a tese examina regimes de memória da semiosfera brasileira e analisa biografias de Velha Marinha, Maria Leusa Munduruku e Neca Borari, extraídas do acervo digital “Os Brasis e suas memórias”. Como contribuição teórica, propõem-se as categorias memória-espiralar e memória-território, que permitem compreender temporalidades, espacialidades e reelaborações da memória indígena em contextos de vulnerabilidade e intercâmbio cultural.
http://lattes.cnpq.br/1715112593054789
 

Vinicius Soares de Lima
As Elites Indígenas na Audiência de Lima, vice-reino Peruano (Séculos XVI e XVII)
No território da Audiencia de Lima, as elites indígenas locais interagiam com o nascente aparato colonial espanhol de acordo com suas necessidades ao longo dos três séculos do período colonial. Minha pesquisa é desenolvida sobre as ações dessas elites junto da Audiencia de Lima no período colonial intermediário, entre a década de 1570 e a de 1670. Por meio de uma extensa análise de documentos arquivísticos abrigado por arquivos peruanos e espanhóis, busco fazer uma análise das formas pelas quais essas elites se relacionavam com os espanhóis, a partir de três temas centrais: o controle dos recursos econômicos dos variados povos que habitavam a região, a criação de um discurso de denúncia da colonização e a legitimação institucional do poder das lideranças indígenas. Trata-se de uma análise horizontal que visa criar um panorama dessas relações, dentro do espaço geográfico conformado pela jurisdição daquele tribunal colonial.
http://lattes.cnpq.br/0625719834512377

Yuri Werner Biguetti Winkler
Ao encontro do inimigo: etnografia de um ritual de iniciação panará
Este projeto de pesquisa de doutorado visa etnografar o ritual de iniciação masculina dos Panará (jê setentrional), que consiste em um embate com vespas. Durante o confronto, os rapazes buscam matar esses insetos himenópteros e destruir seus ninhos; do ponto de vista desse povo jê, o encontro se caracteriza como uma guerra entre panära (‘humanos’, ‘gente’) e ippë (‘inimigos’, ‘outros-que-humanos’). Nesse conflito, diferentes agências operam na fabricação de corpos masculinos humanos: partes, atributos, qualidades, afecções e pontos de vista dos ippë são apropriados, de modo predatório, pelo universo panära. Assim, são objetivos deste projeto de pesquisa: (1) descrever o ritual de iniciação masculina, observando como agências e perspectivas humanas e não humanas constroem corpos, pessoas e relações, (2) analisar as transformações contemporâneas da oposição fundamental entre panära e ippë, bem como as dimensões da predação e da incorporação da diferença nessa relação, e, por fim, (3) examinar o lugar privilegiado das vespas (importantes figuras prototípicas do inimigo) nas sociocosmologias dos Panará e de outros povos jê setentrionais. Ademais, esta pesquisa se insere em um esforço mais amplo de retomada de questões clássicas na Etnologia Ameríndia (como os temas da inimizade, da predação, da afinidade e do ritual) e de contribuição, etnográfica e crítica, para enriquecer os debates referentes ao animismo e ao perspectivismo na teoria antropológica contemporânea.
http://lattes.cnpq.br/9180558661464665